Expectativas: o que nos aproxima, o que nos trava

Na Soulmar, a gente acredita que a forma como nos relacionamos com o mundo diz muito sobre a forma como nos relacionamos com a gente mesmo.
E se tem um ponto-chave que atravessa todas essas relações é esse aqui: a expectativa.

Pode reparar: a gente cria expectativa o tempo todo —
sobre como o outro vai agir,
sobre como um rolê vai ser,
sobre como a vida deveria estar.

E tudo bem. Esperar, imaginar, desejar: isso também é humano.
O problema é quando a expectativa vira uma condicional silenciosa, um contrato invisível que limita o que poderia simplesmente ser.

A Expectativa que Veste Fantasia

Na psicologia, a expectativa pode ser entendida como uma projeção interna que antecipa um comportamento, resultado ou resposta.

Segundo o psicólogo Carl Rogers, quando nos relacionamos com o outro esperando que ele atenda às nossas projeções, deixamos de encontrar a pessoa real.
Encontramos apenas o que queríamos que ela fosse.

E isso vale pra tudo: amizades, amores, família, trabalho, rolê de sexta-feira.
Quando a expectativa é alta, a frustração está sempre por perto.

A boa notícia é que existe um caminho mais leve.

Expectativa x Aceitação: a Chave do Incondicional

Quando a gente entra numa relação sem expectativa, a gente oferece um espaço de segurança pro outro ser quem é.

Isso não quer dizer apatia ou indiferença.
Quer dizer presença e aceitação do que é, sem tentar controlar o que será.

Esse olhar se conecta com o conceito de amor incondicional: aquele que não exige, não cobra, não impõe formas.

Como diz o autor Leo Buscaglia:

“O amor incondicional é um ato de vontade, uma decisão de continuar a amar apesar das falhas, das dúvidas, das decepções.”

Talvez por isso a falta de expectativa seja tão revolucionária:
ela abre espaço pra autenticidade, tanto em quem dá quanto em quem recebe.

Expectativas Nossas de Cada Dia

Mas sejamos honestos: a expectativa é um movimento natural da mente.
A neurociência mostra que o cérebro humano é uma máquina de antecipação.

A gente quer prever, controlar, evitar o erro.
E tudo bem.

O problema é quando esquecemos que:

  • Prever é diferente de condicionar.

  • Planejar é diferente de exigir.

  • Viver é diferente de esperar que tudo saia como o imaginado.

Olhar pras nossas expectativas com consciência é como acender uma lanterninha interna.
E aí a gente se pergunta:

  • Estou esperando algo ou impondo uma condição?

  • Estou presente com o que é, ou frustrado com o que achei que deveria ser?

  • Estou oferecendo relações com escuta, ou com cobranças disfarçadas?

Viver Sem Expectativa é Abrir Espaço pro Novo

Quando a gente solta a expectativa, a gente se abre pro imprevisto bonito da vida.

Aquele encontro que não estava no script.
Aquela resposta inesperada.
Aquele desdobramento que foge do controle — mas que, às vezes, é ainda melhor do que o que a gente imaginou.

Na Soulmar, a gente acredita em relações com alma, verdade e liberdade.
E isso começa quando a gente troca a expectativa pela intenção.

🌿 Intenção de estar presente. De ouvir. De sentir.
Sem roteiro. Sem moldura. Sem garantias.

Porque é assim que o novo chega.
E é assim que a vida acontece de verdade.